quarta-feira, 28 de março de 2007

Sincronicidade

Ontem participei do programa Viver e Conviver da Rede Vida.

Fui convidado a falar sobre sincronicidade e gostaria de compartilhar aqui um pouco das minhas reflexões sobre o tema.

Sincronicidade é um termo que foi criado pelo psiquiatra Carl Gustav Jung para denominar as coincidências significativas.

A sincronicidade é um evento relativo, ou seja, depende da interpretação de cada um, pois cada pessoa vai interpretar e dar um significado diferente para as situações que ocorrem em sua vida. Dessa forma, a sincronicidade passa a ser uma opinião, e não um fato ou uma verdade que ocorrem com TODAS as pessoas. O que para um pode ser considerado uma sincronicidade, para outro pode ser considerado um mero evento sem significado algum. O que realmente importa é o sentimento que predomina na pessoa ao considerar ou não um evento como uma sincronicidade.

Este era o ponto que eu quis enfocar na entrevista. Não há nada de certo nem errado em considerar cada evento como uma sincronicidade ou não. Há apenas consequências.

Nos dias de hoje, o termo sincronicidade está sendo muito utilizado por algumas pessoas. Está praticamente na boca da maioria das pessoas que querem compreender a vida e tirar o melhor proveito dela.

Qualquer pessoa pode começar a perceber ou encarar cada evento da sua vida como uma sincronicidade. Para isto, bastar estar presente e atento à tudo que fizer e acreditar que tudo que a Vida lhe traz é para o seu próprio aprendizado, auto-conhecimento e desenvolvimento pessoal. Desta forma. você é capaz de ver o positivo em cada situação. Você fica em paz e em harmonia com a Vida. Há uma conexão com a Vida. Você passa a ser uno com ela e a passa a enxergar as inúmeras possibilidades que ela apresenta. Passa também a aceitar qualquer fato ou situação que faz parte da vida.

E, caso haja algum incômodo interno experimente trazer o foco e atenção para você, percebendo suas sensações, seus sentimentos e pensamentos. Pode ser que você encontre uma crença interna que te limitava ou que surja um insight que aliviará o incômodo. Ou pode ser, que apenas esta postura de auto-observação integre o que estava te incomodando.

Há outros pontos que citei na entrevista. Algumas pessoas podem começar a colocar a responsabilidade de suas vidas e escolhas na sincronicidade, adotando assim uma postura de vítima. Dessa forma, começarão a sentir um grande incômodo com a vida, pois estando numa postura de vítima, acabam culpando a Vida pelo seus sentimentos internos.

O próprio termo sincronicidade pode ter sido uma busca de Jung para dar sentido às situações que aconteciam em sua vida. E isto está ligado com a busca por um sentido ou propósito de Vida. Passa a ser uma questão filosófica.

Fato é que a Vida ainda é um grande mistério para o Ser humano. Um mistério que talvez jamais seja
revelado nesta dimensão.E é como você lida com este mistério e suas incertezas que vai determinar se você terá paz interior ou conflitos internos. Tentar controlar a Vida só poderá gerar ainda mais conflitos, pois situações totalmente fora do seu controle irão continuar surgindo. Portanto, ao invés de tentar controlar a Vida, que tal tentar se conectar com ela ?

Enfim, a entrevista teve menos de 12 minutos de duração e irá possivelmente ao ar no dia 11 de Abril de 2007, às 17:00hrs na Rede Vida (Canais 26 NET, 73 TVA, 20 SKY, 221 Direct TV, 34 UHF).

quarta-feira, 28 de março de 2007

Surya Namaskar – Saudação ao Sol

A prática da Yoga é a pura integração. É a Vida e tudo que nos conduz. Através de uma simples e profunda prática como o Surya Namaskar (Saudadação ao Sol) é possivel perceber isso.

Somos muito mais que um corpo, somos muitos mais que as nossas emoções e os nossos pensamentos. Somos Luz, Vida e Amor!!!

segunda-feira, 26 de março de 2007

O Poder e a Responsabilidade

Neste final de semana surgiu a idéia de refletir um pouco sobre o poder e a responsabilidade.

Estes dois assuntos em si poderiam gerar reflexões e situações que preencheriam um livro inteiro.

Algumas pessoas entregam o próprio poder pessoal à outras pessoas. Isso acontece geralmente, quando a pessoa coloca uma outra em uma posição de superioridade, como se o outro estivesse em um pedestal. Ao dar o poder pessoal à uma outra pessoa, ela começa a incorporar as crenças, opiniões e julgamentos pessoais da outra pessoa. Sua visão fica embaçada. E, se algo começa a incomodar em sua própria vida, ela geralmente se isenta da responsabilidade e transfere-a ao outro.

Para quem você está entregando seu poder pessoal ? Será que é para uma pessoa ou um profissional ? Às vezes entregamos nosso poder à um médico, um psicólogo, um terapeuta, um professor, um guru, um mestre, um pai, uma mãe, um amigo. Às vezes o poder pessoal é entregue à um livro, uma ideologia, um filme, um website, uma “verdade”, uma religião. Será que, por exemplo, você também não está assumindo o que está escrito aqui como uma verdade absoluta ?

Essa entrega do próprio poder pessoal está possivelmente ligada ao desejo de se buscar uma receita para vida. Entretanto, a Vida não é uma ciência exata. Não é algo onde existem regras fixas, onde basta saber as regras para que você se sinta bem. Essa busca pela receita “certa” de se viver pode fazer com que você acabe entregando à sua vida à uma outra pessoa que você considera superior. Afinal, é mais seguro assim.

Gostaria de enfatizar também que não há nada de certo ou errado em entregar o próprio poder à outrém. Há apenas consequências, e o que realmente importa é: você está disposto à assumir as consequências e pagar o preço pelas suas escolhas internas e externas ?

quarta-feira, 14 de março de 2007

Corpo físico e Espiritualidade

Estes últimos dias fiquei refletindo sobre nosso corpo físico. Algo tão concreto, tão palpável. Qualquer estímulo que venha do externo é sentido pelo corpo físico. Ainda não tive a oportunidade de ir ver a exposição do alemão Gunther von Hagens trazida ao Brasil com o título de Corpo Humano: Real e Fascinante e que está em cartaz na Oca do Ibirapuera. Entretanto, tive acesso à várias fotos da exposição por um livro que a Mitie, uma aluna que treina Aikido, nos emprestou e realmente já foi fascinante notar toda a complexidade que é o nosso corpo somente pelas fotos.

O nosso corpo é o principal meio pelo qual nos relacionamos e comunicamos com a Vida ao nosso redor. Aliás, é a própria Vida que se manifesta em toda sua beleza e complexidade. Sem o corpo, você não estaria aqui-agora respirando, sentindo e percebendo tudo que está acontecendo ao seu redor.

Algumas pessoas, em busca do desenvolvimento espiritiual ou seja lá qual nome dão para sua busca, acabam se desconectando do próprio corpo no dia-a-dia. Não percebem as sutis informações que ele está querendo comunicar. Tensionam e resistem às próprias sensações. Renegam a própria vida e tudo que ela representa. Acabam virando um “inimigo” do próprio corpo.

Fico me perguntando se será possível lidar com energias mais sutis, se nem com uma energia densa e palpável essa pessoa consegue se relacionar. Será que a renuncia às próprias sensações e ao próprio corpo é um caminho em busca da espiritualidade e ao desenvolvimento ? Ou seria essa postura uma fuga da própria vida e das situações que ela apresenta ?

quinta-feira, 8 de março de 2007

8 de Março de 2007 – Dia Internacional da Mulher

Aqui vai minha homenagem para todas as mulheres:

[img:rosa.gif,full,vazio]

MULHER…
Amiga
Bela
Criativa
Desejada
Elegante
Forte
Guerreira
Humana
Idolatrada
Jovial
Linda
Misteriosa
Notável
Ousada
Parceira
Querida
Radiante
Sensual
Trabalhadora
Única
Vaidosa
Xodó
Zelosa
Do seu jeito e do jeito que É…
MULHER.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Kaiten – Aikido

Um dos melhores vídeos promocionais de Aikido que já assisti produzido por um estudante da Universidade de Washington para Koichi Kashiwaya Sensei da Ki Society em meados da década de 70.

Meu preferido por transmitir através de imagem, som e técnica toda essência do Aikido.

terça-feira, 6 de março de 2007

CAN – Coragem, Determinação e Amor

Recebi a indicação deste vídeo pelo meu irmão e posto aqui para compartilhar com vocês a história de Dick Hoyt e seu filho Rick Hoyt:

“Rick foi estrangulado pelo cordão umbilical durante o parto, ficando com uma lesão cerebral e incapacitado de controlar os membros do corpo.
- Ele irá vegetar pelo resto da vida – disse o médico para Dick e sua esposa Judy quando Rick tinha nove meses.

Depois que um estudante ficou paralítico em um acidente e a escola decidiu organizar uma corrida para levantar fundos para ele, Rick digitou: “Papai, quero participar”.

Como poderia Dick, que se considerava a si mesmo um “leitão”, que nunca tinha corrido mais que um quilômetro de cada vez, empurrar seu filho por 8 quilômetros? Mesmo assim ele tentou.

“- Papai, quando você corria eu me sentia como se não fosse mais portador de deficiências.”

O que Rick disse mudou a vida de Dick. Ele ficou obcecado por dar a Rick essa sensação quantas vezes pudesse. Começou a se dedicar tanto para entrar em forma que ele e Rick estavam prontos para tentar a Maratona de Boston em 1979.

“- Impossível!” – disse um dos organizadores da corrida.

Pai e filho não eram um só corredor e também não se enquadravam na categoria dos corredores em cadeira de rodas.

Em 1983 eles correram tanto em outra maratona que seu tempo permitia qualificá-los para participar da maratona de Boston no ano seguinte.

Depois alguém sugeriu que tentassem um Triatlon. Como poderia alguém que nunca soube nadar e não andava de bicicleta desde os seis anos de idade rebocar seu filho de 50 quilos em um triatlon? Mesmo assim Dick tentou.

Hoje ele já participou de 212 triatlons, inclusive quatro Ironmans no Havaí.

Este ano (2005), aos 65 e 43 anos de idade respectivamente, Dick e Rick completaram a 24a. Maratona de Boston na posição 5.083 entre mais de 20 mil participantes.

Há dois anos Dick teve um leve ataque cardíaco durante uma corrida. Os médicos descobriram que uma de suas artérias estava 95% entupida. Os médicos disseram que se ele não tivesse se dedicado para entrar em forma é provável que já teria morrido uns 15 anos antes. De certa forma Dick e Rick salvaram a vida um do outro.

E agora ao vídeo:

O site do team Hoyt também se encontra na internet no link:

http://www.teamhoyt.com

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Meditação e Controle

Após mais um Treinamento em Meditação voltei a refletir sobre o controle. Até onde nós temos controle de nossas vidas ? De onde vem o desejo de controlar a própria vida ou o ambiente à nossa volta ? Será que temos realmente o controle da Vida ? Você tem o controle total do seu corpo ? Você tem o controle das consequências dos seus atos ? Tem o controle total e absoluto do que vai acontecer com você daqui a 5 anos, 5 dias ou 5 minutos ?

Algumas pessoas buscam cursos, treinamentos ou conhecimentos para obter maior controle sobre a própria vida. Outras pessoas são motivadas pela simples busca da própria Essência ou Consciência. E é nessa motivação interna que está toda a diferença.

Meditação não tem nada a ver com controle da Vida, da mente ou do corpo. Meditação tem a ver com aceitação daquilo que é. Meditação é percepção se si mesmo. Aquele que busca meditar para se controlar ou obter controle da própria Vida ficará dando voltas. Meditação é um estado de total fluidez e sintonia com a própria Essência e com a Vida em si. É conexão. É sintonia. É harmonia. É integração. É união com a Vida. E a consequência desta conexão é a serenidade e a paz interior. As técnicas de meditação são apenas práticas para ajudarem a pessoa a alcançar este estado, e também não são realmente necessárias. Basta apenas a vontade de se perceber e de se des-envolver de crenças que o mantém rígidos e limitados.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Por que dormimos ?

Em uma noite questionei, por que todas as noite é sempre a mesma coisa, deito durmo, de 7 a 8 horas , depois levanto: hora mais relaxada, as vezes muito cansada, mas também muitas vezes bem animada.

Percebi que dormimos apenas para uma parte da mente, mas existe um ponto que nunca dorme realmente, que permanece ali ou em outros lugares, fazendo algo, continua atuando. Em até mais que dois lugares ao mesmo tempo.

Então estava eu lá deitada. Por que estou aqui ? Por que estou aqui ? O sono foi batendo, de repente escutei o meu ronco, aí pensei: “nossa meu corpo tá dormindo, mas minha consciência está aqui !” ( já tenho há alguns anos experiências de projeção astral consciente) “Estou aqui, nossa que demais…”. Mantive a calma e voltei a perguntar: “Por que dormimos…” Aí veio uma voz não sei ao certo de quem e me disse:

“A noite é apenas uma forma diferente de continuar atuando, sonhos… nada disso .. preste atenção sua mente cria sonhos não é mesmo? Mas por trás deles existe algo que você está tentando lidar, liberar, resolver, preste atenção . E os medos … Será mesmo que as pessoas estão preparadas para saberem o que realmente acontecem com elas enquanto elas “DORMEM”. Acho que não. Poucos sabem, porque poucos questionam, mas se você quiser saber mais, pergunte todas as noites antes de dormir.”

Enfim, voltei e quando olhei para o relógio já tinha se passado 2 horas. Estava me sentindo revigorada, com a impressão de ter dormido horas. Aí pensei: “Nossa poderia levantar e já iniciar o meu dia.” Veio uma voz que disse: “Se você se levantar só vai ter você, porque a cidade está dormindo, por isso você também pode dormir. Faça a escolha.”

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

O Sentido da Vida

Eu Elaine Lilli Fong, faço essa pergunta todos os dias.

“O que estou fazendo aqui ? Qual o sentido da vida?”

Percebo que não existe muito sentido porque a existência em si é a própria experiência e se respiramos é porque ali já existe uma ação. Quando os pensamentos entram eles não param, portanto volto e pergunto: “Qual o sentido da vida?”

Um imenso silêncio toma conta naqueles poucos segundos, e novamente a minha mente já interpreta: o sentido da vida é contemplação. Contemplar o que ? Afinal o que eu sou ?

Sou um emaranhado de consciências, sou também a continuidade dos meus ancestrais, sou ilusão, sou algo passageiro. Não sou nada disso e também sou tudo isso.

E você o que faz aqui? Quem é você?